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Ácido Láctico

Ácido Láctico é um dos marcadores do processo de respiração celular. A dosagem deste ácido no sangue é útil no diagnóstico de acidose láctica.

Ácido Úrico

O Ácido Úrico é o produto final do metabolismo das purinas, estando elevado em várias situações clínicas além da gota. Somente 10% dos pacientes com hiperuricemia tem gota. Níveis elevados também são encontrados na insuficiência renal, etilismo, cetoacidose diabética, psoriase, pré-eclampsia, dieta rica em purinas, neoplasias, pós-quimioterapia e radioterapia, uso de paracetamol, ampilicina, aspirina (doses baixas), didanosina, diuréticos, beta-bloqueadores, dente outras drogas. Diminuição dos níveis e encontrada na dieta pobre em purinas, defeitos dos tribulos renais, porfiria, uso de tetraciclina, alopurinol, aspirina, corticóides, indometacina, metrotrexato, metildopa, verapamil, intoxicação por metais pesados e no aumento do clearence renal.

Cálcio Total

A dosagem de cálcio total no soro é útil para o diagnóstico e acompanhamento de distúrbios do metabolismo de cálcio e fósforo, entre os quais incluem-se doenças ósseas, renais e neóplasicas. Valores elevados são encontrados no hiperparatireoidismo primário e terciário, em neoplasias com envolvimento ósseo, em particular tumores de mama, pulmões e rins, e no mieloma múltiplo. Alguns tumores podem causar hipercalcemia sem envolvimento ósseo, por produzirem substâncias semelhantes ao paratormônio. É possível encontrar hipercalcemia também na tirotoxicose, na acromegalia, na intoxicação por vitamina D, no excesso de antiácidos e na fase diurética de necrose tubular aguda. A administração crônica de diuréticos, de vitamina D e de antiácidos pode aumentar a calcemia. Hipocalmcemia é observada no hipoparatireoidismo primário ou pós-cirúrgico, no pseudo-hipoparatireoidismo, na deficiência de vitamina D, na insuficiência renal crônica, na pancreatite aguda, na hipofisária, na acidose crônica e na hipoalbuminemia. Costicosteróides e o uso contínuo de diuréticos e insulina podem reduzir os níveis de cálcio sérico.

Cálcio Iônico

Também denominado cálcio ionizado, é a fração de cálcio fisiologicamente ativo. A concentração sérica do cálcio iônico é independente dos níveis protéicos, mas bastante influenciada pelo equilíbrio ácido-básico. Valores elevados são encontrados no hiperparatireoidismo primário e terciário, em neoplasias com envolvimento ósseo, em particular tumores de mama, pulmões e rins, no mieloma múltiplo e no excesso de vitamina D. Valores menores são encontrados no hipoparatireoidismo primário ou pós-cirúrgico, no pseudo-hipoparatireoidismo e na deficiência de vitamina D.

Cloro

O cloro no soro é importante para avaliar distúrbios dos equilíbrios hidroeletrolítico e ácido-básico. A dosagem do cloro sérico apresenta-se elevada nas desitratações hipertônicas, em algumas acidoses tubulares renais, nas diarréias com grande perda de bicarbonato, na intoxicação por salicilatos e no hiperparatireoidismo primário. Entretando, estará reduzida no paciente com vômitos prolongados, na nefrite com perda de sal, na acidose metabólica, na insuficiência supra-renal, na secreção inadequada do hormônio antidiurético ou quando é realizada aspiração de grandes volumes de secreção gástrica.

Cobre

A dosagem de cobre no soro é útil para o diagnóstico da doença de Wilson, na qual os níveis desse metal são baixos, e para o acompanhamento de pacientes com neoplasias hematológicas, nos quais os níveis encontram-se elevados. Concentração baixa de cobre pode ser encontrada, também, no espru e na síndrome nefrótica, enquanto níveis aumentados são encontrados, ainda, na cirrose biliar, na hemocromatose, nas anemias megaloblásticas ou aplásticas, na talassemia major ou minor, na espondilite anquilisante, na artrite reumatóide e no lúpus eritematoso disseminado.

Magnésio

A dosagem de magnésio é importante para a avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos. Os níveis de magnésio sérico podem manter-se dentro dos intervalos de referência mesmo havendo depleção do magnésio corpóreo da ordem de até 20%. O alcoolismo crônico é uma das causas de hipomagnesemia em razão de ingestão insuficiente associada às perdas elevadas por vômito e urina.

Potássio

A dosagem de potássio no soro é de grande importância para a avaliação dos equilíbrios hidroeletrolítico e ácido-básico. A monitoração da calemia é útil para o acompanhamento dos pacientes em uso frequente de diuréticos, com nefropatias, principalmente insuficiência renal, cetoacidose diabética, manejo da hidratação parenteral e insuficiência hepática.

Sódio

A dosagem de sódio no soro é importante para avaliar o equilíbrio hidrossalino. Ocorre hipernatremia na desidratação hipertônica, no diabetes insípido e nos comas hiperosmolares, por exemplo. A hiponatremia é observada na síndrome nefrótica, na insuficiência cardíaca congestiva, na desidratação hipotônica e na liberação inadequada do hormônio antidiurético, entre outras situações.

Aldolase

A aldolase está presente em células musculares esqueléticas, mas é encontrada também no coração, fígado, cérebro, pulmões, rins, intestino delgado, eritrócitos e plaquetas. A determinação da atividade é realizada no soro com a finalidade de diagnosticar e/ou monitorar a evolução de doenças do músculo esquelético, como distrofia muscular progressiva de Duchenne, polimiosite e dermatomiosite. O exercício físico tende a aumentar a aldolase sérica. O aumento da atividade pode ocorrer em hepatopatias, pancreatite, neoplasias, infarto agudo do miocárdio e delirum tremens. Quando determinada, pode auxiliar no diagnóstico diferencial entre hematúria, hemoglobinúria e mioglobinúria, por estar elevada nesta última condição.

Amilase

A atividade total da amilase sérica é resultante de duas isoenzimas denominadas tipo P e tipo S, de origem pancdreática e salivar, respectivamente. Essa enzima possui ação fisiológica no extracelular, na luz do intestino delgado e na cavidade bucal. Quando ocorre lesão de alguma glândula salivar ou do pâncreas, a enzima extravasa para a circulação.
A determinação da atividade da amilase é útil no diagnóstico diferencial das causas de abdome agudo, especialmente na pancreatite aguda.
Além da pancreatite aguda, outros processos patológicos podem aumentar a atividade da amilase no soro, como trauma abdominal, neoplasia ou infarto do pâncreas, cetoacidose diabética, obstrução intestinal e doenças da glândula salivar.

Aminotransferases

TGO(AST) é também encontrada no músculo esquelético, rins, cérebro, pulmões, pâncreas, baço e leucócitos. Valores elevados ocorrem na ingestão alcóólica, cirrose, deficiência de piridoxina, hepatites virais, hemocromatoses, colescistite, colestase, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocardio, insuficiência cardíaca, doenças muculoesqueléticas, nas esteatoses e hepatites não alcoólicas. Na hepatite alcóolicas os valores de TGO são, em geral, inferiores a 250 U/L, sendo, entretanto, superiores às elevações da TGO. Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.
A transaminase TGP(ALT) se localiza principalmente no fígado. A TGP é mais sensível que a TGO na detecção de injúria do hepatocito. Valores elevados são encontrados no etilismo, hepatites virais, hepatites não alcóolicas, cirrose, colestase, hemocromatose, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infartoo agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, doença de Wilson e na deficiência de alfa-1-tripsina. Níveis de TGP são superiores a TGO nas hepatites e esteatoses não alcoólicas.

Colinesterases

Colinesterase é termo comum a duas enzimas:
Acetilcolinesterase ou colinesterase verdadeira, presente em eritrócitos, tecido nervoso, músculo esquelético e placenta;
Pseudocolinesterase, sintetizada pelo fígado e encontrada no plasma.
A determinação da atividade destas enzimas é viável em duas situações específicas: como indicadora de exposição a compostos organofosforados e carbamatos e na identificação de variantes anormais.
O indivíduo exposto a compostos organofosforados apresenta significativa redução da atividade plasmática da pseudocolinesterase e inibição da colinesterase eritrocitária. Atividade tão baixa quanto 10% da inicial pode ser observada em pacientes expostos a baixas concentrações de pesticidas por longos períodos de tempo. Esta determinação deve fazer parte do exame periódico de trabalhadores em indústria de pesticidas.

Creatina Quinase - CPK

creatina quinase é enzima predominantemente muscular, mas possui uma isoenzima com origem no tecido cerebral.


Proteína Totais e Frações

A dosagem das proteínas totais e a quantificação da albumina e das globulinas são úteis na avaliação e no acompanhamento das hipoproteinemias, que podem ocorrer por deficiência de síntese protéica, como visto nas hepatopatias e na desnutrição, ou por perda protéica excessiva, como acontece na síndrome nefrótica e nas enteropatias com perda protéica.

Fracionamento Eletroforético

A eletroforese de proteínas é útil na caracterização de disproteinemias, como:
-hipoalbuminemias encontradas na síndrome nefrótica, na cirrose hepática, na desnutrição, na enteropatia com perda protéica e nos processos inflamatórios crônicos;
-hipogamaglobulinemias primária ou secundária à síndrome nefrótica, mieloma múltiplo;
-hipergamaglobulinemias:
.policlonal: na cirrose hepática, nas infecções subagudas e crônicas, nas doenças auto-imunes, e em algumas doenças linfoproliferativas;
.monoclonal: no mieloma múltiplo, na macroglobulinemia de Waldeströn e em algumas outras doenças linfoproliferativas malignas.

Albumina

A albumina possui várias funções fisiológicas:
-manutençãoda pressão oncótica do plasma;
-transporte de:
.cátions: cálcio;
.pigmentos: bilirrubina;
.alguns hormônios: aldosterona e cortisol;
-liga-se a uma grande variedade de drogas, como pinicilina, digoxina, barbitúricos, entre outras;
-reserva estratégica de aminoácidos.
Ela é sintetizada pelo fígado, auxiliando como um marcador da função de síntese deste órgão, com a limitação de ter meia-vida em torno de 20 dias; isso a torna insensível para a avaliação de distúrbios agudos. Encontra-se, também também, diminuída na síndrome nefrótica e nas doenças inflamatórias intestinais perderoas de proteínas, como as de Crohn e Whipple.

ALfa-1-Antitripsina

Adultos podem desenvolver doença pulmonar obstrutiva crônica. Como proteína de fase aguda, aumenta inespecificamente em resposta aos processos inflamatórios e infecciosos, como artrite reumatóide, infecções bacterianas, vasculites e neoplasias. A concentração sérica encontra-se elevada durante a gravidez e em mulheres que usam anovulatórios orais.

Aalfa-1-Glicoproteína Ácida

É uma proteína de fase aguda positiva, ou seja, a concentração sérica eleva-se em resposta a qualquer processo traumático, inflamatório ou infeccioso. É de síntese hepática, e está diminuída nas hepatopatias graves, nas doenças intestinais perdedoras de proteínas.

Ceruloplasmina

A dosagem de ceruloplasmina sérica é útil no diagnóstico da doença de Wilson e no acompanhamento de algumas neoplasias hematológicas. É uma proteína de fase aguda positiva, ou seja, sua concentração sérica eleva-se em resposta a qualquer agressão inflamatória, infecciosa ou traumática. Portanto, aumenta na artrite reumatóide, no lúpus eritematoso sistêmico, na necrose tubular, no infarto agudo do miocárdio, após cirurgias extensas e no linfoma de Hodgkin.

Crioglobulinas

Crioglobulinas são moléculas que se agregam e precipitam quando expostas a temperaturas abaixo de 37°C; este fenômeno pode ocorrer in vivo e in vitro. São moléculas extremamente heterogêneas que têm sido classificadas em tipos bioquímicos I, II e III.
Tipo I: tem como característica a presença de componente monoclonal, e é encontrado em pacientes com doença linfoproliferativa de linfócitos-B, incluindo mieloma múltiplo, macroglobulinemia de Waldenström, linfomas e leucemias.
Tipo II: apresenta, como característica, a presença de um componente policlonal IgG ou IgA e um monoclonal, usualmente da classe IgM, com atividade de fator reumatóide. É denominado, muitas vezes, crioglobulina mista essencial, mas este termo é controverso, uma vez que hoje sabe-se que ele associa-se com hepatite C e com algumas doenças linfoproliferativas.
Tipo III: apresenta, como característica, a presença de componente policlonal, e é encontrado, principalmente, em pacientes com doenças reumáticas auto-imunes, mas também naqueles com doenças infecciosas agudas e crônicas.

Haptoglobina

A haptoglobina é a proteína plasmática responsável pelo transporte da hemoglobina liberada pela destruição periférica das hemácias, levando-a para o sistema monocítico-fagocitário, onde é retirada de circulação. Desta forma, a concentração sérica de haptoglobina é um indicador sensível de episódios de hemólise, especialmente a intravascular. concentrações reduzidas são vistas nas anemias megaloblásticas que cursam com um componente hemolítico importante. Reduções podem ser observadas também em hematomas, hemorragia tecidual e hepatopatias. Ausência congênita é rara. Frequentemente, está elevada em processos inflamatórios, de destruição tecidual e em neoplasias. Em tumores renais, pode atingir níveis muito elevados.

Imunoglobulinas

-IgA: A dosagem de IgA é útil no diagnóstico de deficiências congênitas adquiridas de IgA, que representam a imunodeficiência congênita mais comum. Níveis elevados de IgA podem ser encontrados em pacientes portadores de mieloma múltiplo produtor de IgA.
-IgE: A IgE é uma imunoglobulina produzida, principalmente, nas mucosas dos tratos gastrointestinal e respiratório e nos linfonodos. Concentrações elevadas de IgE são encontradas em pacientes atópicos, que apresentam fenômenos alérgicos, como rinite, asma, urticária e eczema atípico. Outras causas de aumento de IgE incluem doenças parasitárias, mieloma múltiplo produtor de IgE, síndrome de Wiskott-Aldrich, doença celíaca e aspergilose.
-IgG:A dosagem de IgG no soro é útil para a avaliação da deficiência de imunidade humoral congênita ou adquirida. Concentrações elevadas de IgG podem ser observadas em pacientes com infecções crônicas, cirrose hepática ou portadores de mieloma múltiplo.
IgM: A dosagem de IgM tem aplicação no diagnóstico da imunidade humural.

Glicemia

Entende-se por Glicemia a quantidade de açúcar (glicose) no sangue. As medições deste parâmetro são importantes na detecção e prevenção da hiperglicemia (níveis excessivos de açúcar no sangue) e da hipoglicemia (níveis de açúcar no sangue abaixo do normal).
A Diabetes miltus é uma doença metabólica, caracterizada pelo excesso de açúcar no sangue. Este excesso pode dever-se ao fato do organismo não produzir ou não ser capaz de utilizar a insulina. A insulina é a hormona responsável pela conversão do açúcar na energia necessária à vida. A insulina reduz a glicemia ao promover a passagem da glicose do sangue para o interior das células. Medições periódicas dos níveis de Glicemia permitem detectar precocemente esta doença, evitando assim todas as complicações a ela associadas. O excesso de açúcar no sangue causa danos e mesmo lesões em órgãos como a visão, os rins, as fibras nervosas, o caração e os vasos sanguíneos.
Os sintomas de hiperglicemia mais comuns são: sede, urinar em excesso, cansaço. Um estado de hipoglicemia dá sintomas como suores, fome, tremores, ansiedade.

Glicemia Pós Prandial

É o exame de glicemia realizado após 2 horas de uma refeição mista.

Teste de Tolerância à Glicose

O teste de sobrecaga oral à glicose, também conhecido como curva glicêmica e pela sigla GTT, do inglês Glucose Tolerance Test, consiste na administração de 75g de glicose em solução aquosa a 25% por via oral e coletas seriadas de sangue para a dosagem de glicose.

Insulina

Insulina é um hormônio sintetizado e secretato por células beta presentes nas ilhotas pancreáticas. A liberação de insulina é controlada pelos níveis de glicemia e por estímulos nervosos e hormonais. Secreção inadequadamente alta de insulina, como ocorre nos insulinomas, resulta em hipoglicemia.

Hemoglobina Glicada

ambém denominada dosagem de hemoglobina A-1c, HbA1, glicohemoglobina e HbA1 estável,m é útil no acompanhamento e controle do paciente diabético, uma vez que permite a avaliação da glicemia média dos últimos 2 a 3 meses.

Frutosamina

Além da hemoglobina, outras proteínas também podem ser glicadas em quantidades anormais em decorrência da manutenção de níveis glicêmicos elevados, formando compostos denominados cetoaminas ou frutosaminas. Das proteínas plasmáticas, a albumina é a que se encontra em maior concentração, e por essa razão, é omaior componente das frutosaminas. Como esta proteína possui meia-vida em torno de 28 dias, a dosagem da frutosamina permite avaliar os níveis glicêmicos médios das últimas 2 a 3 semanas.

Microalbuminúria

A presença de microalbuminúria indica lesão renal e sua concentração está intimamente relacionada com a progressão da doença.

Glicosúria

A dosagem de glicose urinária em amostras fracionadas é útil no acompanhamento de pacientes diabéticos.

Corpos Cetônicos

A pesquisa de corpos cetônicos na urina é utilizada no acompanhamento do paciente com cetoacidose diabética, cujos corpos cetônicos encontram-se elevados. Também podem estar presentes em quantidade aumentada no indivíduo normal, quando submetido a jejum prolongado, e nos estados hipercatabólicos e febris. Possivelmente aumentam ainda mais na tiroxicose severa, na acromegalia, no hiperinsulinismo, quando há níveis elevados de ACTH ou corticosteróides e excesso de catecolaminas circulantes, e nas glicogenoses.

Hepatite A

A hepatite A é causada por um vírusdo tipo RNA, transmitido de forma fecal-oral. É endêmica no Brasil e está diretamente relacionada às condições socioeconômicas e de saneamento básico. Em regiões em que essas condições são mais precárias, a doença ocorre em crianças de 2 a 6 anos. Em países mais desenvolvidos, acomete o adulto jovem. A transmissão ocorre por meio de água ou alimentos cotaminados ou de pessoa a pessoa, em creches, escolas e ambientes confinados.
O vírus A (HAV) permanece em circulação por cerca de 10 dias e é eliminado pelas fezes já na fase prodômica da doença, por aproximadamente 1 a 2 semanas após o aparecimento da icterícia. O período de incubação é de 15 a 45 dias (em média 28 dias). A hepatite A é, via de regra, benigna, mas casos fatais podem ocorrer raramente. Formas colestática e recorrente podem ser vistas em adults, mas também são de evolução benigna.

Hepatite B

A hepatite B é causada por um vírus do tipo DNA, de transmissão preferencialmente parenteral. A infecção pelo vírus B (HBV) tem distribuição universal, sendo que a prevalência de portadores crônicos no Brasil varia de baixa (nas regiões sul e sudeste), com menos de 1% de portadores crônicos, a alta (na Amazônia Ocidental), com mais de 10% de portadores. A transmissão é feita por via parenteral (sangue e derivados), sexual e vertical (mães portadoras, no momento do parto). O período de incubação é de 60 a 180 dias.
A hepatite B, em geral, ocorre de forma benigna, mas em 5 a 10
% dos casos pode evoluir para a cronicidade, com persistência do vírus por período superior a 6 meses. Casos fatais ocorrem raramente.
O diagnóstico da infecção aguda é feito por meio da identificação, no soro, do antígeno (HBsAg) e/ou do anticorpo anti-HBc da classe IgM. O HBsAg encontra-se positivo já no período de incubação, cerca de 2 semanas antes do aparecimento de icterícia. O anti-HBc da classe IgM torna-se positivo no início do quadro clínico e persiste por cerca de 4 a 6 meses.
A presença do antígeno “e” (HBeAg) representa infectividade. Na fase aguda da doença, quando este antígeno torna-se negativo por ser neutralizado pelo anticorpo correspondente (anti-HBe), é sinal de bom prognóstico e de não-evolução para cronicidade.
O diagnóstico de cura da doença e desenvolvimento de imunidade é feito quando ocorre o desaparecimento do HBsAg, a presença de anti-HBc da classe IgG e o surgimento de anticorpos anti-HBs.
Pacientes que evoluem para formas crônicas de infecção persistem com HBsAg positivo por período superior a 6 meses. A infecção é particularmente comum em crianças nascidas de mães portadoras, e nesta fase tende a evoluir para cronicidade em mais de 70% dos casos.
Na infecção crônica, além da presença do HBsAg, deve-se proceder à determinação dos sistema “e”, para avaliar se há replicação viral. Pacientes com HBsAg e antígeno “e” (HBeAg) positivos têm replicação vral e são, portanto, infectantes. Por outro lado, um perfil sorlógico com positividade para o HBsAg e anticorpo anti-HBe indica, na maioria das vezes, ausência de replicação viral e um estado de portador assintomático. Exceção é feita a despeito da presença do anti-HBe. Nestes casos, torna-se um bom marcados de replicação a presença de títulos elevados (>100.000 cópias/mL) de HBV-DNA no soro.
A avaliação do desenvolvimento de imunidade após a vacinação contra hepatite B é feita pela determinação quqantitativa de anticorpos anti-HBs, níveis superiores a 10 UI/L são considerados compatíveis com imunidade à doença.

Hepatite C

O vírus da hepatite C (HCV) é do tipo RNA. A transmissão ocorre por via parenteral, sendo as vias sexual e vertical (materno-fetal) pouco importantes. Em cerca de 50% dos casos de hepatite C, porém, não se identifica o antecedente de risco parenteral, considerando-se, portanto, casos de natureza esporádica.
O periódo de incubação é de 30 a 180 dias, variando de acordo com a carga viral infectante. A infecção pelo HCV tende à cronicidade em 85% dos casos, e casos fatais são infrequentes.

Hepatite D

A hepatite D é causada por um vírus defectivo, sem envelope e de genoma RNA. Por essa razão, há necessidade da presença do vírus B para manter-se viável. A infecção pelo vírus D pode ocorrer concomitantemente à da hepatite B (co-infecção) ou em paciente já portador de hepatite B (superinfecção). A via de transmissão é parenteral.
Tratando-se de co-infecção, além dos marcadores sorológicos da fase aguda da hepatite B, está presente o anticorpo anti-HDV, da classe IgM. O quadro clínico e a evolução são semelhantes ao da hepatite B e, na maioria das vezes, o paciente se recupera.
Na superinfecção, o paciente já apresenta os marcadores da hepatite B crônica e desenvolve quadro clínico de fase aguda de infecção pelo vírus D, com aparecimento de antígeno D (HDVAg) e anticorpo anti-HDV da classe IgM no início, e da classe IgG depois. Em geral, os casos de superinfecção têm pior prognóstico e mais chance de desenvolver hepatite fulminante, e evoluem para formas crônicas mais graves.

Hepatite E

O vírus E é um vírus RNA e a infecção caracteriza-se, laboratorialmente, pela presença de anticorpos dirigidos contra o vírus E, da classe IgM na fase aguda da doença, os quais permanecem por 4 a 6 meses. Posteriormente, apresentam-se os da classe IgG, com um perfil bastante semelhante ao da cronicidade. Observa-se elevada ocorrência de hepatite E fatal apenas em grávidas, quando infectadas no último trimestre de gestação.

CA 15-3

É uma proteína de alto peso molecular, expressa por células do cardinoma da mama. Até recentemente, o único marcador utilizado para o acompanhamento do câncer de mama era o antígeno carniembriônico (CEA), mas atualmente admite-se que o CA 15-3 seja mais sensível, especialmente em pacientes com metástases regionais ou à distância.
Assim como para outros marcadores tumorais, o CA 15-3 não é especifico do câncer da mama, e pode estar elevado em doenças hepáticas e em tumores de outros órgãos (ovário, pulmões, pâncreas). Portanto, sua determinação não é válida para triagem, sendo utilizado na monitoração do tratamento e acompanhemtno das pacientes, com o propósito de facilitar a detecção precoce de recidivas.

CA 125

um antígeno produzido por tecidos derivados do epitélio celômico e está

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